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	<title>Acústica de A a Z</title>
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	<description>Castelhano &#38; Ferreira</description>
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		<title>Escritórios “open space” podem prejudicar os trabalhadores e as empresas</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Apr 2017 08:38:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Acustica]]></category>

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		<description><![CDATA[Novas pesquisas científicas estão a revelar aspectos negativos da organização do ambiente de trabalho em espaços abertos, os chamados “open space“. Há quatro anos, Chris Nagele fez o que muitos executivos no sector da tecnologia já tinham feito – transferiu a sua equipa para o chamado escritório aberto, sem paredes &#8230; <a href="http://acustica.castelhano-ferreira.pt/escritorios-open-space-podem-prejudicar-os-trabalhadores-e-as-empresas/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="color: #222222;"><strong>Novas pesquisas científicas estão a revelar aspectos negativos da organização do ambiente de trabalho em espaços abertos, os chamados “<em>open space</em>“.</strong></p>
<div id="inline-mrec" style="color: #222222;"></div>
<p style="color: #222222;">Há quatro anos, Chris Nagele fez o que muitos executivos no sector da tecnologia já tinham feito – transferiu a sua equipa para o chamado escritório aberto, sem paredes e divisórias.</p>
<p style="color: #222222;">Os funcionários trabalhavam, até então, a partir de casa, mas ele queria que estivessem todos juntos, para se conectarem e colaborarem mais facilmente. Mas em pouco tempo ficou claro que Nagele tinha cometido um grande erro. <strong>Estavam todos distraídos</strong>, a produtividade caiu e os nove empregados estavam insatisfeitos, sem falar do próprio chefe.</p>
<p><a href="http://acustica.castelhano-ferreira.pt/wp-content/uploads/2017/04/8ea890e0d18bcc6ee74ffa74c00b25f5.jpg"><img class="wp-image-254 aligncenter" src="http://acustica.castelhano-ferreira.pt/wp-content/uploads/2017/04/8ea890e0d18bcc6ee74ffa74c00b25f5.jpg" alt="8ea890e0d18bcc6ee74ffa74c00b25f5" width="816" height="408" /></a></p>
<p style="color: #222222;">Em Abril de 2015, quase três anos após a mudança para o escritório aberto, Nagele transferiu a empresa para um espaço de 900m², onde hoje todos têm o seu próprio espaço, com portas e tudo.</p>
<p style="color: #222222;">Inúmeras empresas adoptaram o conceito de escritório aberto – cerca de 70% dos escritórios nos EUA são assim – e até onde se sabe, poucos retornaram ao modelo de espaços tradicionais com salas e portas.</p>
<p style="color: #222222;">Contudo, há pesquisas que mostram que podemos <strong>perder até 15% da produtividade</strong>, desenvolver <strong>problemas graves de concentração</strong> e até ter o dobro das possibilidades de ficarmos doentes em espaços de trabalho abertos – factores que estão a contribuir para uma reacção contra este tipo de organização.</p>
<p style="color: #222222;">Desde que se mudou para o formato tradicional, Nagele já ouviu colegas do sector da tecnologia dizerem sentir falta do estilo de trabalho do escritório fechado. “Muita gente concorda – simplesmente não aguentam o escritório aberto. Nunca conseguem terminar as coisas e <strong>precisam de levar mais trabalho para casa</strong>“, diz ele à <a class="ext-link" href="http://www.bbc.com/portuguese/vert-cap-39299838" target="_blank" rel="external noopener noreferrer" data-wpel-link="external">BBC</a>.</p>
<p style="color: #222222;">É improvável que o conceito de escritório aberto caia em desuso, mas algumas empresas estão a seguir o exemplo de Nagele e a voltar aos espaços privados.</p>
<h2 style="font-weight: 400; color: #111111;">Quanto mais foco, melhor</h2>
<p style="color: #222222;">Há uma boa razão que explica porque é que todos adoram um espaço com quatro paredes e uma porta: <strong>o foco</strong>. A verdade é que não conseguimos cumprir várias tarefas ao mesmo tempo e pequenas distracções podem desviar a nossa atenção durante até 20 minutos.</p>
<p style="color: #222222;">E mais: alguns escritórios abertos podem até <strong>afectar negativamente a nossa memória</strong>. Isto vale especialmente para o esquema conhecido como <em>hotdesking</em>, uma versão extrema do espaço aberto, onde as pessoas se sentam onde quiserem, levando o equipamento consigo.</p>
<p style="color: #222222;">Retemos mais informações quando nos sentamos num local fixo, afirma à BBC Sally Augustin, psicóloga ambiental e de design de interiores em La Grange Park, no Estado americano de Illinois.</p>
<p style="color: #222222;">Não é algo assim tão óbvio no nosso quotidiano, mas descarregamos memórias – normalmente pequenos detalhes – no nosso ambiente, afirma Augustin.</p>
<p style="color: #222222;">Esses detalhes – que podem ser desde uma ideia rápida que queremos dividir, até uma mudança de cor num projecto em execução – podem ser recuperados apenas naquela configuração.</p>
<h2 style="font-weight: 400; color: #111111;">Não colaboramos como pensamos</h2>
<p style="color: #222222;">Para a maioria das pessoas, <strong>o barulho é o que mais incomoda</strong>. Pesquisadores da Universidade de Sidney, na Austrália, descobriram que quase 50% das pessoas, num ambiente totalmente aberto de trabalho, e quase 60% das pessoas, em cubículos com divisórias baixas, se dizem insatisfeitas com a privacidade sonora dos ambientes. Apenas 16% das pessoas em salas particulares afirmaram o mesmo.</p>
<p style="color: #222222;">O estudo questionou pessoas em diferentes tipos de escritórios sobre o grau de satisfação com o espaço em 14 aspectos, como a temperatura, a qualidade do ar e a privacidade sonora, e os <strong>ambientes fechados saíram-se melhor do que os abertos</strong>.</p>
<p style="color: #222222;">Além da economia de custos, um argumento principal pelos espaços abertos é que aumentam a colaboração. No entanto, já foi documentado que raramente temos ideias brilhantes quando estamos apenas a fazer conversa num grupo. É mais comum, como é notório, que fiquemos a saber do presente de Natal que um colega comprou ou de problemas conjugais do vizinho de mesa.</p>
<p style="color: #222222;">“As pessoas conversam mais (em ambientes abertos), mas não necessariamente sobre assuntos de trabalho”, diz Augustin. Uma sessão de <em>brainstorm</em> requer algum grau de planeamento e privacidade, e não à toa que se costuma reservar uma sala de reunião para esses momentos.</p>
<p style="color: #222222;">Ocorre que os nossos melhores trabalhos costumam acontecer quando estamos 100% focados, diz a investigadora. Podemos até trabalhar num espaço cheio de gente, mas o produto final não será tão bom como se estivéssemos num local quieto.</p>
<p style="color: #222222;">“É ineficiente”, afirma a psicóloga. “É uma pena desperdiçar pessoas por não lhes dar um lugar que apoie o que elas façam”, acrescenta.</p>
<p style="color: #222222;">Naturalmente que é importante criar laços e conhecer os colegas, diz Augustin. Mas há várias maneiras de fazer isso em escritórios fechados. A equipa de Nagele, por exemplo, almoça junta todos os dias. Algumas ideias costumam surgir nesses momentos, diz o executivo, mas a maioria nasce de sessões planeadas e mais focadas de <em>brainstorm</em>.</p>
<h2 style="font-weight: 400; color: #111111;">Encontrar o equilíbrio certo</h2>
<p style="color: #222222;">Para funções que exigem foco, como a escrita, a publicidade, o planeamento financeiro e a programação, algumas empresas que não estão prontas para abandonar os escritórios abertos estão a testar salas mais reservadas e espaços fechados.</p>
<p style="color: #222222;">O problema é que muitos não se sentem confortáveis em deixar o espaço comum para ficarem sozinhos – pode parecer que não estariam a esforçar-se se não estiverem presentes. Isto de facto ocorre em <strong>ambientes de trabalho de alta pressão</strong> – alguns podem até achar que ir para uma sala mais tranquila é uma demonstração de fraqueza, afirma Augustin.</p>
<p style="color: #222222;">Outras empresas estão a criar espaços fechados para equipas menores. Ryan Mullenix, da NBBJ, uma empresa global de arquitectura, trabalhou com companhias de tecnologia que construíram escritórios com capacidade para três a 16 pessoas.</p>
<p style="color: #222222;">Elas ainda podem colaborar nesses espaços, mas também podem bloquear o ruído de outras equipas que não precisam de ouvir. Ou seja, a tecnologia também pode ser útil.</p>
<p style="color: #222222;">O escritório de trabalho de Mullenix tem <strong>sensores</strong>, instalados a três metros de distância entre si, que podem <strong>identificar ruído, temperatura e quantidade de pessoas</strong> no local. A equipa pode conectar-se ao aplicativo para descobrir o ponto mais tranquilo do escritório em determinado momento.</p>
<p style="color: #222222;">A má notícia para ocupantes insatisfeitos de escritórios abertos é que o conceito não sairá de moda tão cedo. No entanto, afirma Nagele, mais empresas deveriam considerar o que ele descobriu. Os seus funcionários, afirma, estão <strong>mais felizes e mais produtivos</strong> – e isso ajuda a companhia e toda a gente.</p>
<p style="color: #222222;">“As pessoas agora podem fazer um trabalho mais focado e têm mais tempo para trabalhar”, diz ele. “Isso ajudou a organizar as ideias de todos”, conclui.</p>
<p style="color: #222222; text-align: right;"><em><a title="escritorios" href="https://zap.aeiou.pt/escritorios-open-space-podem-prejudicar-os-trabalhadores-as-empresas-155231" target="_blank">Artigo via ZAP &#8211; AEIOU.PT</a></em></p>
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		<title>Influência da tela acústica</title>
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		<pubDate>Tue, 19 May 2015 08:25:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Acustica]]></category>

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		<description><![CDATA[Vimos nos artigos anteriores quais os parâmetros que influenciam a absorção sonora proporcionada por painéis acústicos de madeira perfurados. Hoje vamos analisar a influência que a tela acústica tem no desempenho do sistema absorsor. Para tal vamos analisar a influência que a tela acústica tem em painéis com uma taxa &#8230; <a href="http://acustica.castelhano-ferreira.pt/influencia-da-tela-acustica/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Vimos nos artigos anteriores quais os parâmetros que influenciam a absorção sonora proporcionada por painéis acústicos de madeira perfurados.</p>
<p>Hoje vamos analisar a influência que a tela acústica tem no desempenho do sistema absorsor. Para tal vamos analisar a influência que a tela acústica tem em painéis com uma taxa de perfuração elevada e em painéis com uma taxa de perfuração reduzida.</p>
<p>Após um trabalho de investigação inovador sobre este assunto, apresentado no 18th International Congress on Sound and Vibration (ICSV 18), Rio de Janeiro em Julho de 2011 e no Congresso Ibérico de Acústica Tecniacustica 2011 em Outubro de 2011, a Castelhano &amp; Ferreira seleccionou duas telas acústicas, uma com baixa resistividade ao fluxo de ar (PLUS) e outra com elevada resistividade ao fluxo de ar (std). Os gráficos abaixo apresentam os resultados obtidos em câmara reverberante, para uma montagem com uma caixa-de-ar de 4cm, preenchida com lã de rocha de 40mm e 40kg/m<sup>3</sup>.</p>
<p><a href="http://acustica.castelhano-ferreira.pt/wp-content/uploads/2015/05/tela_acustica1.jpg"><img class="alignnone  wp-image-246" src="http://acustica.castelhano-ferreira.pt/wp-content/uploads/2015/05/tela_acustica1.jpg" alt="tela_acustica1" width="780" height="423" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://acustica.castelhano-ferreira.pt/wp-content/uploads/2015/05/tela_acustica2.jpg"><img class="alignnone  wp-image-247" src="http://acustica.castelhano-ferreira.pt/wp-content/uploads/2015/05/tela_acustica2.jpg" alt="tela_acustica2" width="776" height="420" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Como podemos ver a influência da tela acústica depende da taxa de perfuração, nomeadamente nas altas-frequências. Para painéis com taxa de perfuração elevada (e, consequentemente, elevada absorção nas altas frequências) a tela acústica de elevada resistividade ao fluxo de ar (tela std) reduz a absorção nas altas-frequências e na frequência de ressonância. Contudo, nos painéis com baixa taxa de perfuração, a tela acústica std aumenta a absorção sonora nas altas-frequências. Em ambos os casos a tela std melhora a absorção sonora nas baixas-frequências.</p>
<p>Não podemos dizer que uma tela é melhor que outra (assim como não podemos dizer que um determinado painel é melhor que outro), são diferentes, e cabe ao consultor acústico tirar partido deste facto. A grande vantagem é que, como a tela acústica é praticamente invisível aos utilizadores do espaço, é possível variar a tela acústica de um painel para outro sem que se note a diferença. Contudo, como vimos, os painéis estão ter desempenhos diferentes. Isso é uma grande vantagem em termos estéticos e em termos acústicos, pois o consultor acústico pode recomendar a utilização de um determinado painel, sem que haja alteração do aspecto estético do revestimento acústico e utilizando telas acústicas de diferentes resistividades consegue obter a absorção sonora necessária para os seus objectivos.</p>
<p>Vimos que a tela acústica tem uma influência decisiva no sistema de condicionamento acústico. Mais uma vez reforçamos a importância de se trabalhar com materiais testados em laboratório e devidamente certificados. Muitas vezes um empreiteiro pode comprar um painel que em termos estéticos é semelhante ao prescrito pelo consultor acústico, contudo isso não é suficiente para garantir que o sistema venha a ter o desempenho necessário para se atingir os objectivos de condicionamento acústico previstos no projecto acústico. Uma vez mais, se reforça o papel da Fiscalização e da consulta do projectista durante a execução da obra.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><em>Artigo escrito por: Eng. Ricardo Patraquim</em></p>
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		<title>A influência da espessura e do encaixe do painel no comportamento acústico</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Apr 2015 13:17:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Acustica]]></category>

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		<description><![CDATA[Nesta newsletter vamos continuar a analisar os parâmetros que influenciam a absorção sonora de sistemas compostos por painéis acústicos de madeira perfurada. Desta vez, vamos ver a influência da espessura do painel e o tipo de encaixe (arestas) dos painéis. Para tal, a título de exemplo, estudamos o comportamento em &#8230; <a href="http://acustica.castelhano-ferreira.pt/a-influencia-da-espessura-e-do-encaixe-do-painel-no-comportamento-acustico/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Nesta newsletter vamos continuar a analisar os parâmetros que influenciam a absorção sonora de sistemas compostos por painéis acústicos de madeira perfurada. Desta vez, vamos ver a influência da espessura do painel e o tipo de encaixe (arestas) dos painéis.</p>
<p>Para tal, a título de exemplo, estudamos o comportamento em tubo de impedância (incidência de ondas planas perpendicularmente à superfície dos “painéis”) de provetes derivados do <strong>CF8 </strong>(furos de 8mm de diâmetro afastados de 32mm, correspondendo a uma taxa de perfuração efectiva de 5,8%) e do <strong>CF5</strong> (furos de 5mm de diâmetro afastados de 8mm, correspondendo a uma taxa de perfuração efectiva de 28,2%), respectivamente à esquerda e à direita nas figuras abaixo. Em ambos os casos, os provetes tinham colada uma tela acústica de baixa resistividade ao fluxo de ar e com uma caixa-de-ar de 40mm integralmente preenchida com lã de rocha de 40mm e 40kg/m<sup>3</sup>.</p>
<p><a href="http://acustica.castelhano-ferreira.pt/wp-content/uploads/2015/04/1.png"><img class="alignnone  wp-image-240" src="http://acustica.castelhano-ferreira.pt/wp-content/uploads/2015/04/1.png" alt="1" width="797" height="226" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Como era de esperar, o aumento da espessura diminui a frequência de ressonância, ou seja, quanto mais fino for o painel mais absorção temos nas altas-frequências. Contudo não parece ter influência quer na largura de banda de eficiência (intervalo em frequência onde a absorção sonora é elevada) quer no valor máximo da absorção sonora. A espessura é uma das razões das diferenças entre os tectos metálicos perfurados e os tectos de madeira perfurada (as outras são as elevadas taxas de perfuração que são executadas nas chapas de metal e a rigidez mecânica).</p>
<p>Vimos, então, que a espessura é mais uma “ferramenta” (juntamente com a taxa de perfuração, dimensão da caixa-de-ar, posicionamento da lã de rocha, etc…) que permite desenhar os painéis acústicos de modo a ficarem “sintonizados” com as necessidades que o consultor acústico entende existirem num determinado caso.</p>
<p>Para avaliarmos a influência do modo de montagem, avaliamos o novamente o painel CF8 em câmara reverberante, desta vez com uma tela acústica de elevada resistividade ao fluxo de ar, montado sobre uma caixa-de-ar de 40mm integralmente preenchida por lã de rocha de 40mm e 40kg/m<sup>3</sup>.</p>
<p><a href="http://acustica.castelhano-ferreira.pt/wp-content/uploads/2015/04/2.png"><img class="alignnone  wp-image-241" src="http://acustica.castelhano-ferreira.pt/wp-content/uploads/2015/04/2.png" alt="2" width="815" height="452" /></a></p>
<p>Os painéis são idênticos, a única diferença entre os dois ensaios está nos encaixes laterais. Como se pode constatar pela observação da figura acima podemos verificar que existem diferenças na absorção sonora. Daqui se depreende facilmente que a montagem dos painéis acústicos também tem influência no seu desempenho <em>in-situ</em>.</p>
<p>A Castelhano &amp; Ferreira disponibiliza os seus recursos técnicos e humanos aos seus clientes de modo a que sejam encontradas as soluções técnicas mais indicadas para cada espaço.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Preenchimento da caixa-de-ar</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Mar 2015 09:18:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Acustica]]></category>

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		<description><![CDATA[Nos últimos artigos vimos a influência da taxa de perfuração dos painéis acústicos e da dimensão da caixa-de-ar na absorção sonora proporcionada por este tipo de sistema. Hoje vamos analisar a influência do preenchimento da caixa-de-ar que tem de existir no tardoz dos painéis acústicos de madeira perfurada. Para tal, &#8230; <a href="http://acustica.castelhano-ferreira.pt/preenchimento-da-caixa-de-ar/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Nos últimos artigos vimos a influência da taxa de perfuração dos painéis acústicos e da dimensão da caixa-de-ar na absorção sonora proporcionada por este tipo de sistema. Hoje vamos analisar a influência do preenchimento da caixa-de-ar que tem de existir no tardoz dos painéis acústicos de madeira perfurada.</p>
<p>Para tal, a título de exemplo, vamos continuar a analisar o mesmo painel CF8 das anteriores newsletters, com furos circulares de diâmetro de 8mm e com afastamento de 32mm (cuja a taxa de perfuração efectiva ronda os 4,6%) e com uma tela acústica de baixa resistividade ao fluxo de ar. Testamos este painel com uma caixa-de-ar de 40mm vazia e integralmente preenchida com lãs de rocha de massa específica diferente, 40kg/m<sup>3</sup> e 70kg/m<sup>3</sup>.</p>
<p><a href="http://acustica.castelhano-ferreira.pt/wp-content/uploads/2015/03/image1.png"><img class="alignnone size-tiga-620px wp-image-232" src="http://acustica.castelhano-ferreira.pt/wp-content/uploads/2015/03/image1-620x350.png" alt="image1" width="620" height="350" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Podemos observar que a absorção sonora aumenta significativamente, principalmente nas frequências abaixo da frequência de ressonância, e que o preenchimento da caixa-de-ar com lã de rocha diminui a frequência de ressonância. Por outro lado, a largura de banda onde a absorção sonora é elevada também aumenta com a utilização da lã de rocha. Nas frequências acima da frequência de ressonância já não se verifica um ganho significativo de absorção sonora (nas altas frequências a absorção sonora é essencialmente controlada pela taxa de perfuração).</p>
<p>O gráfico acima também permite ver que não há um ganho significativo utilizar uma lã de rocha com uma massa específica de 70kg/m<sup>3</sup>, que também tem um custo superior. Contudo, permite-nos dizer que melhora um pouco a absorção nas baixas-frequências – aliás, lã de rocha com uma ρ&gt;100kg/m<sup>3</sup> pode ser utilizada em sistemas dedicados à absorção sonora de baixas-frequências (bass-traps) tirando partido da sua rigidez.</p>
<p>Vamos agora ver que a localização ou posicionamento lã de rocha em relação aos furos também tem importância no desempenho do sistema.</p>
<p><a href="http://acustica.castelhano-ferreira.pt/wp-content/uploads/2015/03/image2.png"><img class="alignnone size-tiga-620px wp-image-233" src="http://acustica.castelhano-ferreira.pt/wp-content/uploads/2015/03/image2-620x350.png" alt="image2" width="620" height="350" /></a></p>
<p>Como podemos observar na figura acima, a absorção sonora é maior quando a lã de rocha está encostada às costas do painel – faz todo o sentido pois sendo a lã de rocha um material fibroso, a dissipação de energia é por atrito e junto à saída dos furos a velocidade de partícula é mais elevada.</p>
<p>Aliás, podemos comparar a utilização do mesmo painel com a mesma lã de rocha mas com caixas-de-ar diferentes:</p>
<p><a href="http://acustica.castelhano-ferreira.pt/wp-content/uploads/2015/03/image3.png"><img class="alignnone size-tiga-620px wp-image-234" src="http://acustica.castelhano-ferreira.pt/wp-content/uploads/2015/03/image3-620x350.png" alt="image3" width="620" height="350" /></a></p>
<p>Podemos observar que ao afastarmos o painel acústico da lã de rocha (roubando espaço útil à sala), obtivemos um incremento pouco significativo da absorção sonora nas baixas-frequências. Contudo, se a lã de rocha acompanhar o painel (isto é, ficar encostada às costas do painel) melhoramos significativamente a absorção sonora nas baixas-frequências.</p>
<p>Como vemos, a utilização de painéis acústicos é uma <em>arte</em> diferente da decoração de interiores. Como esta, também a acústica e a aplicação das diferentes soluções devem ser acompanhadas por profissionais com competência para o fazer.</p>
<p style="text-align: right;">Artigo de: Eng. Ricardo Patraquim</p>
<p style="text-align: right;">
<p style="text-align: right;">
]]></content:encoded>
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		<title>Testemunho: Comportamento acústico em edifícios de apoio à infância</title>
		<link>http://acustica.castelhano-ferreira.pt/testemunho-comportamento-acustico-em-edificios-de-apoio-a-infancia/</link>
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		<pubDate>Mon, 12 Jan 2015 11:34:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Acustica]]></category>

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		<description><![CDATA[Após a conclusão dos trabalhos de condicionamento acústico de um infantário propriedade da Cáritas Paroquial de Sines, obtivemos do perito nomeado pela instituição, Eng. José Carlos dos Santos Guinote, o testemunho que, pela sua importância e relevância, passamos a partilhar. Um edifício recentemente construído vítima de um conjunto de anomalias &#8230; <a href="http://acustica.castelhano-ferreira.pt/testemunho-comportamento-acustico-em-edificios-de-apoio-a-infancia/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Após a conclusão dos trabalhos de condicionamento acústico de um infantário propriedade da Cáritas Paroquial de Sines, obtivemos do perito nomeado pela instituição, Eng. José Carlos dos Santos Guinote, o testemunho que, pela sua importância e relevância, passamos a partilhar.</p>
<p>Um edifício recentemente construído vítima de um conjunto de anomalias construtivas não é, certamente, caso raro nos dias que passam. O infantário O Pintainho – propriedade da Cáritas Paroquial de Sines &#8211; inaugurado em 2011 é apenas mais um caso que pode testemunhar essa infeliz correspondência entre “recentemente construído” e “anomalias construtivas”.</p>
<p>Neste caso o deficiente comportamento do equipamento determinou que a Direcção da Cáritas nos solicitasse uma peritagem que permitisse ajudar a resolver os problemas de natureza diversa que afetavam o edifício. No âmbito desse trabalho &#8211; cuja dimensão foi sendo progressivamente ampliada na justa medida em que novos problemas, como o deficiente comportamento estrutural, impuseram a necessidade de construir respostas adequadas &#8211; um “não problema” ou uma “não anomalia” foi impondo a sua presença no dia-a-dia do trabalho realizado. Referimo-nos ao péssimo comportamento acústico do espaço interior, com destaque para o Refeitório ou para as salas em que as crianças do pré-escolar dão os primeiros passos na sua aprendizagem.</p>
<p>Claro que o edifício cumprirá a regulamentação no que respeita ao isolamento aos ruídos exteriores. Mas o problema é de outra natureza: é o ruído produzido no interior pelos utilizadores dos espaços que torna irreconhecível qualquer som que não seja produzido num nível próximo da berraria. Falar de mau ambiente acústico, de dificuldades de comunicação, de stress, de falta de concentração não podia ser mais apropriado para este equipamento. Com efeito, no Projecto não foi realizada qualquer avaliação do desempenho acústico de cada um dos espaços. Desempenho que é naturalmente determinado pelas características dimensionais das salas, pelo desempenho acústico dos materiais utilizados no revestimento dos pavimentos, das paredes e dos tectos, pelas características dos materiais utilizados para a realização das caixilharias exteriores e pelo número de utilizadores que em cada momento pode utilizar o mesmo espaço. Ficou assim comprometido o respeito pela disposição legal resultante do Decreto-Lei nº 96/2008 que determina a necessidade de, em edifícios escolares e em Refeitórios e corredores de grande circulação, ser tido em conta os tempos de reverberação sonora e a existência de áreas de absorção sonora.</p>
<p>Para resolver esta situação eliminando esta fonte de desconforto a Cáritas aproveitou a intervenção em curso para melhorar o desempenho acústico do edifício. Foi pedido a um gabinete de engenharia que dimensionasse uma solução que permitisse proporcionar às crianças e aos educadores um ambiente mais confortável e mais adequado quer para a aprendizagem quer para o ensino.</p>
<p><a href="http://acustica.castelhano-ferreira.pt/wp-content/uploads/2015/01/81.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-224" src="http://acustica.castelhano-ferreira.pt/wp-content/uploads/2015/01/81.jpg" alt="8" width="1024" height="681" /></a></p>
<p>Foi apresentada uma solução com base nos Painéis Acústica XXI CF MLS com uma dimensão de 600 x 600 x 50 mm (constituídos por espuma revestida na face visível com mdf 3 mm rasgado, de forma a alternar zonas absorventes com zonas refletoras).</p>
<p>Concluída a primeira fase da intervenção com o tratamento/condicionamento acústico do Refeitório – sala com 200 metros quadrados de área na qual foram aplicados 80 painéis nas paredes e 110 painéis nos tectos – o resultado é notável. Todos os sons passaram a ser perfeitamente audíveis e por força disso as crianças tendem a falar mais baixo e as educadoras não necessitam de berrar para se fazerem ouvir sobre o ruído indistinto que caracterizava o som ambiente antes da intervenção. Os espaços tratados são espaços que proporcionam bem-estar aos seus utilizadores e que contribuem para facilitar a concentração possibilitando uma melhor aprendizagem e um dia a dia mais calmo a todos os seus utilizadores.</p>
<p>Esta opção da Cáritas Paroquial de Sines deveria servir de modelo para as intervenções que urge concretizar em muitas escolas e em equipamentos dedicados ao pré-escolar recentemente construídos em todo o Pais. Edifícios cujos projectos ignoraram qualquer avaliação do desempenho/condicionamento acústico dos espaços e que por isso não são eficazes a conseguir os objectivos para que foram construídos, funcionando como ambientes hostis para os seus utilizadores.</p>
<p>A arte de edificar necessita da conjugação de todos os saberes. Nenhuma edificação poderá conseguir atingir os seus objectivos se no projecto e na construção algum desses saberes não merecer a devida atenção. Se hoje já não é possível reunir na mesma pessoa o conhecimento de todas as disciplinas a que se referia Leon Battista Alberti, na sua obra Da Arte Edificatória, quando explicitava as características que alguém devia possuir para poder ser arquitecto, entendido na lógica renascentista de alguém que podia aspirar a deter todos os saberes, “<em>Quanto a mim, proclamarei que é arquitecto aquele que, com um método seguro e perfeito, saiba não apenas projectar em teoria, mas também realizar na prática todas as obras que, mediante a deslocação dos pesos e a reunião e conjunção dos corpos, se adaptem da forma mais bela às mais importantes necessidades do homem. Para o conseguir, precisa de dominar e conhecer as melhores e mais importantes disciplinas. Assim pois deve ser o arquitecto.(…)”</em> (p.138 da obra citada, edição de 2013 da F. Calouste Gulbenkian), é verdadeiramente imperdoável que o projecto possa continuar a ser realizado excluindo alguma parte do conhecimento disponível. As vítimas somos todos nós, sobretudo aqueles que, indefesos, têm que utilizar os espaços mal projetados e mal construídos. O conforto acústico não é um luxo é um direito associado ao direito à saúde e à educação e que não pode ser dissociado do direito a uma plena fruição dos espaços edificados.</p>
<p style="text-align: right;"><em>José Carlos dos Santos Guinote</em><br />
<em> Engenheiro Civil pelo IST</em><br />
<em> Membro sénior da Ordem dos Engenheiros</em><br />
<em> Perito nomeado pela Cáritas Paroquial de Sines</em><br />
<em> josecarlos.guinote@gmail.com</em></p>
<p><strong>Para mais informações sobre estes produtos e aplicações, contacte-nos através dos seguintes meios:</strong><br />
<strong>Email: <a href="mailto:geral@castelhano-ferreira.pt%20">geral@castelhano-ferreira.pt </a></strong><br />
<strong>Telefone: 244 830 100</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://acustica.castelhano-ferreira.pt/wp-content/uploads/2015/01/5.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-220" src="http://acustica.castelhano-ferreira.pt/wp-content/uploads/2015/01/5.jpg" alt="5" width="1024" height="692" /></a></p>
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		<title>Caixa-de-ar vs absorção sonora</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Nov 2014 10:33:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Acustica]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; Vimos na última newsletter que a absorção sonora de um determinado painel, montado com uma determinada caixa-de-ar e utilizando uma dada lã de rocha e tela acústica, depende da sua taxa de perfuração. Ficámos também a saber que a absorção sonora máxima deste tipo de painéis acústicos acontece para &#8230; <a href="http://acustica.castelhano-ferreira.pt/caixa-de-ar-vs-absorcao-sonora/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>Vimos na última newsletter que a absorção sonora de um determinado painel, montado com uma determinada caixa-de-ar e utilizando uma dada lã de rocha e tela acústica, depende da sua taxa de perfuração.</p>
<p>Ficámos também a saber que a absorção sonora máxima deste tipo de painéis acústicos acontece para uma frequência, denominada por frequência de ressonância, que é dada por:</p>
<p><img class="size-large wp-image-212 aligncenter" src="http://acustica.castelhano-ferreira.pt/wp-content/uploads/2014/11/formula1_abs.jpg" alt="formula1_abs" width="153" height="51" /></p>
<p>onde <strong><em>c</em></strong> é a velocidade do som (≈343m/s), <strong><em>r</em></strong> é o raio dos furos, <strong><em>d </em></strong>é a dimensão da caixa-de-ar, <strong><em>l<sub>0</sub></em></strong> é a espessura do painel e <strong><em>ε</em></strong> é a taxa de perfuração.</p>
<p>Hoje vamos ver qual a influência da dimensão da caixa-de-ar. Para tal, a título de exemplo, vamos analisar um painel com furos circulares de diâmetro de 8mm e com afastamento de 32mm – que corresponde no nosso catálogo ao painel CF8, cuja a taxa de perfuração efectiva ronda os 4,6%.</p>
<p><img class="size-full wp-image-211 aligncenter" src="http://acustica.castelhano-ferreira.pt/wp-content/uploads/2014/11/caixa_ar.jpg" alt="caixa_ar" width="700" height="347" /><br />
Podemos observar que, conforme esperado (pela análise da expressão da frequência de ressonância), quanto maior for a caixa-de-ar, menor é a frequência de ressonância. Também observamos que a absorção máxima vai diminuindo com o aumento da dimensão da caixa-de-ar, uma das razões prende-se com o facto de o comportamento do sistema ser “menos ressonante”, ou seja o “pico” de absorção é cada vez mais baixo e a sua largura vai aumentando. Outra observação interessante, e que convém reter, é que a absorção sonora nas frequências mais altas (neste caso concreto a partir dos 1000Hz) pouco varia.</p>
<p>Assim, facilmente percebemos que a absorção sonora de um painel acústico não depende apenas das suas características geométricas mas também do modo como é instalado em obra. Deste modo, reforçamos a ideia de que é importante utilizar em obra produtos devidamente certificados e aplicados por fornecedores e/ou fabricantes especializados nos revestimentos acústicos.</p>
<p>Também por aqui se percebe que elaborar um projecto acústico é mais do que fazer um relatório de verificação Regulamento dos Requisitos Acústicos dos Edifícios (<em>RRAE</em>, estabelecido no Decreto-Lei n.º 96/2008, de 9 Junho) e que a utilização de um software não substitui os conhecimentos necessários para introduzir a informação e interpretar os resultados.</p>
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		<title>Taxa de perfuração vs absorção sonora</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Oct 2014 10:43:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Acustica]]></category>

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		<description><![CDATA[Vimos na última newsletter que a absorção sonora de um determinado sistema, onde o painel acústico é “apenas” um elemento, depende de vários parâmetros. Comecemos pela taxa de perfuração… Um painel com 12mm de espessura com furos de 8mm diâmetro espaçados de 32mm em 32mm – corresponde no nosso catálogo &#8230; <a href="http://acustica.castelhano-ferreira.pt/taxa-de-perfuracao-vs-absorcao-sonora/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Vimos na última newsletter que a absorção sonora de um determinado sistema, onde o painel acústico é “apenas” um elemento, depende de vários parâmetros.</p>
<p>Comecemos pela taxa de perfuração… Um painel com 12mm de espessura com furos de 8mm diâmetro espaçados de 32mm em 32mm – corresponde no nosso catálogo ao painel CF8. O painel tipo A tem 16X16 furos (tem uma bordadura lisa de 6cm na periferia do painel) e o tipo B tem 18X18 furos – a sua taxa de perfuração é, respectivamente, 3,57% e 4,52%. Ou seja apenas 1% de diferença.</p>
<p><a href="http://acustica.castelhano-ferreira.pt/wp-content/uploads/2014/10/image1.jpg"><img class="wp-image-199 aligncenter" src="http://acustica.castelhano-ferreira.pt/wp-content/uploads/2014/10/image1.jpg" alt="image1" width="613" height="359" /></a></p>
<p>Verificamos que, mesmo com um pequeno aumento da taxa de perfuração, há um ligeiro aumento na absorção sonora nas altas-frequências, que a frequência de ressonância também é mais alta (400Hz vs 315Hz) e que há um ligeiro decréscimo de absorção sonora nas baixa-frequências.</p>
<p>Se a variação da taxa de perfuração for maior os resultados são ainda mais evidentes (ver figura abaixo).</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://acustica.castelhano-ferreira.pt/wp-content/uploads/2014/10/image1.jpg"><img class="size-large wp-image-199" src="http://acustica.castelhano-ferreira.pt/wp-content/uploads/2014/10/image1-1024x599.jpg" alt="image1" width="620" height="362" /></a></p>
<p>Um painel não é melhor que o outro &#8211; tem um comportamento diferente.</p>
<p>Para sintetizar, se precisar de absorção sonora nas baixas-frequências escolho um painel com baixa taxa de perfuração, se preciso de mais absorção nas altas-frequências deverei utilizar um painel com uma taxa de perfuração mais elevada.</p>
<p>A frequência de ressonância, frequência para a qual a absorção sonora é mais elevada, pode ser afinada (“sintonizada”) para as frequências criticas do espaço em estudo, tendo em atenção que, em termos teóricos, é dada por <a href="http://acustica.castelhano-ferreira.pt/wp-content/uploads/2014/10/image3.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-201" src="http://acustica.castelhano-ferreira.pt/wp-content/uploads/2014/10/image3.jpg" alt="image3" width="151" height="59" /></a>onde <strong><em>c</em></strong> é a velocidade do som (≈343m/s), <strong><em>r</em></strong> é o raio do furo, <strong><em>d </em></strong>é a dimensão da caixa-de-ar, <strong><em>l<sub>0</sub></em></strong> é a espessura do painel e <strong><em>ε</em></strong> é a taxa de perfuração. Na prática esta expressão dá valores um pouco mais altos do que os encontrados nos ensaios, mas deve-se, entre outros factores ao facto de não ter em consideração a utilização da lã de rocha no interior da caixa-de-ar. De qualquer maneira percebemos por esta expressão quais são os parâmetros que podemos alterar de modo a “sintonizar” os painéis às necessidades das salas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;">Artigo de: Eng. Ricardo Patraquim</p>
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		<title>Coeficientes de absorção sonora</title>
		<link>http://acustica.castelhano-ferreira.pt/coeficientes-de-absorcao-sonora/</link>
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		<pubDate>Tue, 16 Sep 2014 07:54:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Acustica]]></category>

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		<description><![CDATA[Algumas vezes os clientes pedem-nos para lhes fornecer o NRC (noise reduction coefficient, determinado de acordo com a norma norte americana ASTM C423) ou o αw (weighted sound absorption coefficient determinado de acordo com a norma ISO 11654) de alguns painéis julgando que esses coeficientes caracterizam os painéis como absorsores &#8230; <a href="http://acustica.castelhano-ferreira.pt/coeficientes-de-absorcao-sonora/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Algumas vezes os clientes pedem-nos para lhes fornecer o <strong><em>NRC</em></strong> (noise reduction coefficient, determinado de acordo com a norma norte americana ASTM C423) ou o <strong><em>α<sup>w</sup></em></strong> (<em>weighted sound absorption coefficient</em> determinado de acordo com a norma ISO 11654) de alguns painéis julgando que esses coeficientes caracterizam os painéis como absorsores sonoros per si. Mas não, estes coeficientes só são válidos para a montagem descrita no respectivo Boletim de Ensaio e não do painel acústico!</p>
<p>Vejamos, ambos os coeficientes tentam traduzir num único número a absorção sonora obtida em laboratório em bandas de frequência terços-oitava de uma determinada montagem. Ou seja, pretendem ser uma maneira fácil de comparar dois sistemas absorsores (e não o painel A e com o painel B). Contudo, como todas as “médias” ou métodos de redução de informação, muita coisa importante fica de fora e análises e comparações feitas com base nestes coeficientes têm de ser feitas com o devido cuidado. Por isso, um consultor acústico trabalha com os valores da absorção sonora em, pelo menos, bandas de frequência de oitavas.</p>
<p>Os valores da absorção sonora, traduzidos pelo coeficiente de absorção sonora, <strong><em>α<sup>s</sup></em></strong>, são obtidos em laboratório (utilizando uma câmara reverberante) de acordo com a norma ISO 354. São estes valores que são depois utilizados para se chegar ao <strong><em>NRC</em></strong> e ao <strong><em>α<sup>w</sup></em></strong>. Ora, a absorção sonora depende não só das características do painel (taxa de perfuração, forma dos furos, interacção entre os furos, espessura do painel, rigidez do painel, etc…), mas também do modo como ele é montado. Ou seja, depende da dimensão da caixa-de-ar no tardoz, da utilização ou não de material poroso no interior da caixa-de-ar, do seu posicionamento relativamente aos furos, da sua espessura, densidade, etc… A absorção sonora do sistema também depende, e de que maneira, das características “acústicas” da tela acústica que é habitualmente colada nas costas dos painéis acústicos. Por isso, como facilmente podem perceber, um mesmo painel pode ter diferentes <strong><em>NRC</em></strong>’s ou <strong><em>α<sup>w</sup></em></strong>‘s conforme a montagem utilizada…</p>
<p>Então que fique claro, de uma vez por todas, que um Boletim de Ensaio de avaliação da absorção sonora de acordo com a ISO 354 só é valido para aquela montagem, a especificada na descrição do provete. Por exemplo, se em projecto ou em obra a caixa-de-ar prevista é diferente da que foi utilizada no laboratório, deverá haver muito cuidado na utilização dos coeficientes de absorção sonora apresentados nos boletins de ensaio. Ou se a lã de rocha fornecida para a obra tiver características diferentes da utilizada no laboratório. Ou se a tela acústica colada nos painéis enviados para a obra têm as mesmas características da que foi utilizada no ensaio em laboratório. Etc, etc… Isto é, um produto “parecido” e uma montagem “semelhante” não são sinónimos de resultados iguais. É aqui que um fabricante especializado pode dar todo o apoio quer ao empreiteiro, quer ao responsável pelo projecto acústico, quer ao arquitecto.</p>
<p>Ou seja, a passagem do projecto para a obra deverá ser acompanhada pelo responsável pelo projecto acústico. Ao pretender-se poupar, utilizando produtos não certificados e recorrendo a empresas não especializadas em condicionamento acústico, corre-se o risco de todos perderem.</p>
<p style="text-align: right;"><em>Artigo da autoria de: Eng. Ricardo Patraquim</em></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Acústica em salas pequenas</title>
		<link>http://acustica.castelhano-ferreira.pt/acustica-em-salas-pequenas/</link>
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		<pubDate>Tue, 15 Jul 2014 15:35:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Acustica]]></category>

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		<description><![CDATA[A propósito de salas pequenas&#8230; Na última newsletter falámos dos perigos em utilizar divisórias transparentes para limitar espaços de trabalho pequenos se determinados aspectos não forem tomados em consideração. Podem inferir-se as mesmas observações se as divisórias forem opacas, sejam elas amovíveis ou permanentes. O importante não é a transparência &#8230; <a href="http://acustica.castelhano-ferreira.pt/acustica-em-salas-pequenas/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A propósito de salas pequenas&#8230; Na última newsletter falámos dos perigos em utilizar divisórias transparentes para limitar espaços de trabalho pequenos se determinados aspectos não forem tomados em consideração. Podem inferir-se as mesmas observações se as divisórias forem opacas, sejam elas amovíveis ou permanentes. O importante não é a transparência visual dos elementos divisórios mas as características que os mesmos apresentam à reflexão das ondas sonoras, a orientação dos mesmos e à geometria e volume do espaço que encerram.</p>
<p>Uma sala pequena em acústica é uma sala cujos modos próprios se fazem sentir de <em>forma forte</em> (densidade modal reduzida) na banda de frequência audível. Tipicamente são as baixas-frequências que sofrem mais problemas. No entanto, o limite superior dessa frequência será tanto mais elevada (e, portanto, mais perceptível pois o ouvido é mais sensível) quanto menor for o volume da sala e quanto maior for o tempo de reverberação. Assim, quanto mais dedicada for a sala para a escuta mais importante é o condicionamento acústico.</p>
<p>O exemplo típico de uma sala com estes requisitos pode ser uma sala para o ensino e prática individual de música, que infelizmente é tão mal tratada no nosso país. Estas são normalmente enquadradas no artigo 7º (<em>Edifícios escolares e similares, e de investigação</em>) do Regulamento dos Requisitos Acústicos dos Edifícios (<em>RRAE</em>) publicado no Decreto-Lei n.º 96/2008, de 9 de Junho &#8211; este documento estabelece os requisitos acústicos dos edifícios, com vista a melhorar as condições de qualidade acústica desses edifícios.</p>
<p>O requisito imposto (para o assunto em questão) é o limite máximo para o tempo de reverberação (dado em função do volume e sendo apenas uma média nas bandas de frequência dos 500Hz, 1kHz e 2kHz). Nada é referido sobre a relação entre as medidas das salas (largura x comprimento x altura), nem a disposição da absorção sonora necessária para cumprir o limite ao tempo de reverberação, nem utilização de dispositivos que promovam um campo sonoro difuso (difusores). Nem deve estar pois, em nossa opinião, não se projecta por decreto, mas sim em função de critérios qualitativos (mas quantificáveis) que o Dono de Obra pretende obter. Mas hoje confunde-se o “projecto acústico” com a mera verificação do <em>RRAE</em>. E assim, infelizmente para todos, incluindo para o arquitecto responsável mas principalmente para os praticantes, as salas de pratica musical que habitualmente se vão construindo (ou reabilitando) padecem de erros grotescos que vão influenciar o modo como aprendem e desenvoltamente a sua arte.</p>
<p>Vejamos um exemplo &#8211; qualquer semelhança entre a realidade e a história contada não é coincidência!</p>
<p>Uma sala com 2,80m x 2,80m x 2,80m. Cúbica, portanto! O pior em termos de modos próprios da sala! O tempo de reverberação máximo (de acordo com o <em>RRAE</em>) é de 0,42s. O que o “projectista acústico” fez foi admitir a utilização de um “tecto acústico” com elevada absorção (nas já referidas bandas de frequência de 500Hz, 1Khz e 2kHz). O Arquitecto aceitou a sugestão porque o projectista garante “que a sala cumpre a Lei” e um tecto com “uns furinhos” não ofende a vista! Talvez a escola ainda ganhe um prémio de arquitectura!</p>
<p>Mas vejamos, será que esses dois profissionais (o arquitecto e o “projectista”) vão utilizar essa sala? O mais provável é que não! Porque senão verificavam que, embora “legal”, é impossível aprender e praticar música numa sala assim. Esta terá uma baixa densidade modal até aos 276,6Hz (frequência de Schroeder), bem dentro na gama audível e na banda de frequências excitada pela maioria dos instrumentos. Para além disso, pelo facto de as paredes serem paralelas e terem pouca absorção sonora, existirão ecos entre as paredes verticais. Ou seja uma cacofonia monumental! Mas legal! E provavelmente bonita! Sim, bonita é importante!</p>
<p>Claro que o Dono de Obra vai reclamar e, para o cúmulo, vai ser o fabricante do tecto falso que será culpado por o produto não fazer o que “promete”!!! Vai lá o laboratório acreditado e fazem-se medições e, para espanto, está “legal”…! E agora? A sala é bonita e cumpre o <em>RRAE</em> mas os aprendizes de músicos não conseguem tocar lá!</p>
<p>Esta é uma história infelizmente recorrente! Como é possível que a função principal de uma escola de música seja “ouvir-se bem” e o condicionamento acústico seja encarado como decoração de interiores? Vem no fim… Digam-me, para que serve uma escola de música “bonita” se não se pode tocar lá dentro? Será que quem atribui prémios de arquitectura também padece de surdez crónica?</p>
<p>Não podemos continuar a projectar e a construir como se fossemos um país de surdos. Nem os “acústicos” devem sonhar que existe um país utópico de cegos… No meio deve estar o equilíbrio. Pela parte que nos toca, nós tentamos desenvolver soluções que sejam do agrado dos utentes e que simultaneamente, de forma “mágica”, resolvam (ou evitem) os problemas acústicos &#8211; “mágica” aqui é provocatória, pois habitualmente pedem-nos para ignorar as Leis da Física (pelos menos as estabelecidas)….!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><em>Artigo da autoria de: Eng. Ricardo Patraquim</em></p>
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		<item>
		<title>A acústica em open-spaces #2</title>
		<link>http://acustica.castelhano-ferreira.pt/a-acustica-em-open-spaces-2/</link>
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		<pubDate>Fri, 20 Jun 2014 12:45:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Acustica]]></category>

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		<description><![CDATA[Vimos na última newsletter que os escritórios tipo open-space devem ser cuidadosamente pensados para que se maximize as suas vantagens (poupança de espaço e co-working) e se mitigue as desvantagens (perda de privacidade, visual e acústica, e perda de concentração e eficiência). Há três áreas a pensar: a disposição dos &#8230; <a href="http://acustica.castelhano-ferreira.pt/a-acustica-em-open-spaces-2/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://acustica.castelhano-ferreira.pt/wp-content/uploads/2014/06/bad_office.jpg"><img class=" wp-image-172 alignleft" src="http://acustica.castelhano-ferreira.pt/wp-content/uploads/2014/06/bad_office.jpg" alt="" width="222" height="186" /></a>Vimos na última newsletter que os escritórios tipo open-space devem ser cuidadosamente pensados para que se maximize as suas vantagens (poupança de espaço e co-working) e se mitigue as desvantagens (perda de privacidade, visual e acústica, e perda de concentração e eficiência).</p>
<p>Há três áreas a pensar: a disposição dos postos de trabalho, o design do mobiliário e as características acústicas dos materiais utilizados no interior da sala (e sua localização). Se por um lado é fundamental identificar (e separar) os postos trabalhos que exigem mais concentração e sossego dos restantes, a correcta localização do mobiliário (e as suas dimensões) bem como as suas características acústicas e das superfícies envolventes ajudarão a que o nível sonoro decaia rapidamente com a distância à “fonte sonora” (seja ela um orador ou um equipamento), reduzindo desta forma o incómodo e distracção por esta provocado. O desafio de quem planeia este tipo de espaços de trabalho é efectivamente integrar estes 3 itens de forma consistente de modo a proporcionar um ambiente de trabalho sustentável, confortável e encorajador tanto do trabalho interactivo como o trabalho que requer concentração.</p>
<p>Contudo, existe ainda outro factor a ter em consideração: o comportamento dos trabalhadores. Este é um aspecto importante pois muitos estudos demonstram que, quando se perde a ligação visual com os colegas de trabalho, de forma inconsciente se eleva o nível sonoro da voz. Ora, uma das medidas mais importantes para aumentar a privacidade de discurso é a utilização de biombos (ou outro tipo de barreiras, como por exemplo estantes ou armários) que sejam suficientemente altos para quebrarem a propagação do som directo em linha recta… Talvez aqui seja interessante que estas barreiras acústicas sejam suficientemente altas (tipicamente entre 1,30m e 1,50m, mas quanto mais altas melhor, no ponto de vista acústico!) mas que na parte superior seja integrado algum elemento transparente.</p>
<p>E por falar em elementos transparentes, muitas vezes neste tipo de escritórios, para separar as zonas que requerem mais privacidade, são utilizadas divisórias transparentes. São esteticamente muito atraentes e não constituem um obstáculo visual. Contudo, os vidros são materiais bastante reflectores (principalmente nas bandas de frequência da voz), logo, do ponto de vista acústico, a sala delimitada por estas divisórias sofre de defeitos acústicos gravíssimos, impossibilitando muitas vezes a realização de reuniões e até mesmo falar ao telefone (de certo que muitos já falaram ao telemóvel numa casa de banho pequena cheia de azulejos e experimentaram dificuldade em falarem e em se fazerem ouvir no outro lado da “linha”…). São salas pequenas (do ponto de vista acústico) onde o comportamento ondulatório do som se manifesta por ressonâncias discretas nas frequências audíveis (acontece em todas as salas pequenas) fazendo com que em determinados pontos da sala o som pareça “amplificado” e noutros pareça “amortecido”. Este fenómeno é ainda mais intenso (e portanto mais incómodo) se as superfícies forem paralelas, se a relação entre a altura, comprimento e largura da sala forem números inteiros (o pior caso é quando a sala é um cubo perfeito) e se não existirem quaisquer dispositivos ou materiais que mitiguem este fenómeno físico (modos próprios das salas).</p>
<p>Muitas vezes, estes problemas ainda se tornam mais audíveis quando se utiliza um tecto absorsor pois as ressonâncias no plano horizontal sobrepõem-se às restantes. E se as paredes (divisórias) forem paralelas, os ecos batentes (flutter echo) tornam a comunicação oral praticamente impossível! Podia pensar-se que é um “problema” de Tempo de Reverberação mas, como repetidamente escrevemos, não é apenas a quantidade de absorção que introduzimos na sala que importa mas também a sua localização. Daí que numa sala pequena, pelo menos duas das paredes (que sejam concorrentes num canto) devam ter características absorsoras…</p>
<p>Este é um caso típico em que, embora seja esteticamente atraente, se for utilizado sem qualquer aconselhamento de um especialista de acústica, as consequências são nefastas para o fim a que se destina: ninguém compra uns sapatos do Manolo Blahnik para fazer umas corridas, então porque é que se insiste em utilizar “coisas bonitas” mas inadequadas?</p>
<p>Existem soluções que podem reduzir os defeitos, desde a escolha das dimensões (altura, comprimento e largura da sala) menos problemáticas à orientação das superfícies vidradas (e outras) e a utilização de elementos que possam introduzir alguma absorção (e porque não difusão) no plano horizontal. Os “acústicos” devem ser desafiados a encontrar soluções bem como os fabricantes de produtos. Nós estamos aqui diariamente a trabalhar para satisfazer os nossos clientes e temos soluções. Contudo, algumas concessões terão de ser feitas, até porque não conseguimos alterar as “leis da física”, mas num escritório (como nos restantes espaços) nunca a estética e o aspecto visual se deve sobrepor à sua função – até porque muitas vezes quem projecta o espaço não o utiliza!</p>
<p style="text-align: right;"><em>Artigo da autoria de: Eng. Ricardo Patraquim</em></p>
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