A influência da espessura e do encaixe do painel no comportamento acústico

Nesta newsletter vamos continuar a analisar os parâmetros que influenciam a absorção sonora de sistemas compostos por painéis acústicos de madeira perfurada. Desta vez, vamos ver a influência da espessura do painel e o tipo de encaixe (arestas) dos painéis.

Para tal, a título de exemplo, estudamos o comportamento em tubo de impedância (incidência de ondas planas perpendicularmente à superfície dos “painéis”) de provetes derivados do CF8 (furos de 8mm de diâmetro afastados de 32mm, correspondendo a uma taxa de perfuração efectiva de 5,8%) e do CF5 (furos de 5mm de diâmetro afastados de 8mm, correspondendo a uma taxa de perfuração efectiva de 28,2%), respectivamente à esquerda e à direita nas figuras abaixo. Em ambos os casos, os provetes tinham colada uma tela acústica de baixa resistividade ao fluxo de ar e com uma caixa-de-ar de 40mm integralmente preenchida com lã de rocha de 40mm e 40kg/m3.

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Como era de esperar, o aumento da espessura diminui a frequência de ressonância, ou seja, quanto mais fino for o painel mais absorção temos nas altas-frequências. Contudo não parece ter influência quer na largura de banda de eficiência (intervalo em frequência onde a absorção sonora é elevada) quer no valor máximo da absorção sonora. A espessura é uma das razões das diferenças entre os tectos metálicos perfurados e os tectos de madeira perfurada (as outras são as elevadas taxas de perfuração que são executadas nas chapas de metal e a rigidez mecânica).

Vimos, então, que a espessura é mais uma “ferramenta” (juntamente com a taxa de perfuração, dimensão da caixa-de-ar, posicionamento da lã de rocha, etc…) que permite desenhar os painéis acústicos de modo a ficarem “sintonizados” com as necessidades que o consultor acústico entende existirem num determinado caso.

Para avaliarmos a influência do modo de montagem, avaliamos o novamente o painel CF8 em câmara reverberante, desta vez com uma tela acústica de elevada resistividade ao fluxo de ar, montado sobre uma caixa-de-ar de 40mm integralmente preenchida por lã de rocha de 40mm e 40kg/m3.

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Os painéis são idênticos, a única diferença entre os dois ensaios está nos encaixes laterais. Como se pode constatar pela observação da figura acima podemos verificar que existem diferenças na absorção sonora. Daqui se depreende facilmente que a montagem dos painéis acústicos também tem influência no seu desempenho in-situ.

A Castelhano & Ferreira disponibiliza os seus recursos técnicos e humanos aos seus clientes de modo a que sejam encontradas as soluções técnicas mais indicadas para cada espaço.

 

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